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da premier bet: Demitido da Fifa nesta quarta-feira, Jérôme Valcke trabalhava como jornalista antes de ingressar na entidade máxima de futebol. O francês começou sua carreira em 1984 na Compania de TV francesaCanal+. Em 1997, ele assumiu o cargo de editor-executivo no canal esportivo Sport+, onde ficou por cinco anos. Logo depois ele foi trabalhar como chefe de Operações Administrativas na agência de direitos esportivosSportfive.
Valcke chegou à Fifa em 2003, assumindo o cargo de diretor de Marketing e TV. Em 2007, indicado pelo então presidente Joseph Blatter, o francês foi nomeado como secretário-geral da entidade. Ele substituiu Urs Linsi, que renunciou em junho daquele ano.
A nomeação do francês para o cargo gerou muita polêmica na época. Afinal, ele tinha sido destituído do cargo de diretor de Marketing e TV em 2006 por ter sido considerado culpado pelas negociações de patrocínio que havia feito com aVISA, apesar do acordo existente da FIFA com a sua parceira de longa dataMasterCarde, portanto, violou o direito da MasterCard de “Negociação Preferencial”. O caso rendeu uma multa de 60 milhões de dólares para a entidade máxima do futebol.
Valcke participou da organização das últimas duas Copas do Mundo, em 2010, na África do Sul, e no Brasil, em 2014, quando se envolveu em uma série de polêmicas, sendo alvo de muitos protestos de pessoas que estavam insatisfeitas com os moldes em que o Mundial foi realizado.
Em 2011, o dirigente francês foi envolvido em outra polêmica. Omembro do Comitê Executivo da Fifa, Jack Warner, que havia sido suspenso naquele dia por eventuais violações da ética na pendência de uma investigação, vazou um e-mail de Valcke, que sugeriu que o Catar tinha “comprado” o direito de sediar a Copa de 2022. O ex-secretário negou tudo depois, alegando que quis dizer queo país havia “usado o seu músculo financeiro para fazer lobby por apoio”.
Uma dessas polêmicas aconteceu em março de 2012, quando o então secretário-geral da FIFA, disse que os organizadores daCopa de 2014 precisavam de um “pontapé na bunda” para as obras da competição andarem noBrasil. A declaração causou revolta no governo brasileiro, e o ministro do Esporte,Aldo Rebelo, chegou a afirmar que não queria mais Jérôme Valcke como interlocutor da FIFA para os assuntos relacionados ao Mundial.
Acusado de corrupção por venda ilegal de ingressos para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, o dirigente francês estava suspenso de suas atividades no futebol desde setembro de 2015. Na semana passada, Valcke, que a princípio ficaria suspenso de suas atividades por 90 dias, teve este período de inatividade estendido por mais 45 dias.
Mesmo com a demissão, Valcke continuará sendo investigado pelo Comitê de Ética da Fifa, que apura as possíveis irregularidades cometidas pelo francês durante a Copa de 2014.
Valck pode receber uma suspensão de nove anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. Além da suspensão, o Comitê de Ética da Fifa solicitou uma multa de 100 mil francos suíços (92 mil euros) contra francês.
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